Sexta-feira, 19 de Março de 2010
Em Defesa dos Animais - Diário de Um Cão

Hoje eu NASCI .... Tão Frágil ... Tão Pequenino ... Que Impressão

 

 

Completo hoje uma semana de VIDA!

Estou feliz por ter chegado são e salvo a este mundo!

 

 

1º. Mês

A minha mãe cuida tão bém de mim

 

 

2º. Mês

Hoje separaram-me da minha mãe. Olhei para ela,

estava inquieta e triste. Com o seu olhar, disse-me" ADEUS"

Espero que a minha nova familia humana cuide e trate tão bem de mim

como a minha mãe o fez.

 

 

 

4º. Mês

Cresci rápido, tudo me chama a atenção. Há varias crianças

na casa. São como "irmãozinhos" para mim! Estamos sempre a brincar:

eles puxam-me o rabo e eu mordo-os, mas sem os aleijar claro,

é só a brincar.

 

 

5º Mês

Hoje deram-me uma bronca. A minha dona ficou aborrecida comigo

porque eu fiz "pipi" dentro de casa. Mas nunca ninguem me ensinou onde

podia faze-lo... Além disso durmo num hall de entrada. Estava tão aflitinho

que não deu para aguentar.

 

 

8º. Mês

Sou um cão feliz! Tenho o calor de um lar, sinto-me tão seguro, tão protegido...

Acho que a minha família humana me ama, e me permite fazer muitas coisas!

O pátio é todinho para mim e, por vezes, entusiasmo-me e cavo a terra toda tal como os meus antepassados, os lobos, quando escondiam a comida. Nunca me educam.

Acho que devo estar a fazer tudo direitinho!

 

 

 

12º. Mês

Hoje completo um ano. Sou um cão adulto!

Os meus donos dizem que cresci mais do que eles estavam à espera.

Devem estar mesmo orgulhoso de mim!

 

 

 

13º. Mês

Hoje acorrentaram-me ... Quase não me posso movimentar.

Mal consigo procurar um raio de sol ou abrigar-me à sombra,

se o calor for demasiado. Dizem que vão estar de olho em mim e que

sou um ingrato. Não faço ideia do que poderá estar a acontecer...

 

 

15º Mês

Já nada é como dantes. Moro na varanda sozinho.

Sinto-me muito só... A minha família já não me quer!

Ás vezes, esquecem-se de que tenho fome e sede. E quando chove, nem sequer tenho um tecto que me abrigue...

 

 

 

16º. Mês

Hoje desceram-me da varanda. Estou certo de que me perdoaram!

Fiquei tão contente que saltitei de alegria. Até o meu rabo parecia o ventilador.

Além disso, vão levar-me para passear com eles!

Fomos para a estrada e, de repente, os meus donos pararam o automóvel.

Abriram a porta e eu desci, feliz, a pensar que íamos passar o dia em família no campo.

Não compreendo por que fecharam a porta e se foram embora sem mim...

   "Ouçam, esperem!", lati vezes sem conta.

Esqueceram-se de mim... Corri com todas as minhas forças atrás do carro.

A minha angústia crescia ao perceber que não paravam e que estava a perder o fôlego.

Esqueceram-se de mim... Como poderá ter acontecido?

 

 

 

17º. Mês

Procurei em vão, encontrar o caminho de volta para casa.

Estou e sinto-me perdido! No meu caminho existem pessoas de bom coração

que me olham com tristeza e me dão alguma coisa para comer. Agradeço-lhes

com o meu olhar, do fundo da minha alma. Quem me dera que alguma me adoptasse...

Seria leal como ninguém. Mas apenas murmuram:

"Pobre cãozinho! Deve ter-se perdido!"

 

 

 

18º. Mês

Hoje passei perto de uma escola e vi muitos jovens e crianças que me

lembraram os "irmãozinhos" que ganhei na minha família adoptiva.

Aproximei-me, e um grupo deles, rindo, atirou-me com pedras só para ver quem

tinha "melhor pontaria". Uma dessas pedras atingiu-me num olho e desde então

que não vejo dele.

 

 

 

19º. Mês

Como as coisas mudam... Parece mentira!

Quando era mais bonito, as pessoas tinham compaixão de mim. Agora

estou muito fraco, o meu aspecto mudou. Perdi o meu olho e as pessoas

mostram-me logo um pau ou uma vassoura quando tento deitar-me um

pouco à sombra.

 

 

 

20º. Mês

Quase não consigo mexer-me! Hoje, quando estava para atravessar

a estrada, fui atropelado por um carro. Eu ainda estava num lugar seguro a

que chama PASSEIO, à espera, e nunca esquecerei o olhar de satisfação do condutor, que até se vangloriou por me ter acertado. Mais valia que me tivesse matado ali.

A dor é terrivel! É praticamente insuportável!

As minhas patas traseiras não me obedecem. Não mexem...

Com grande deficuldade, arrastei-me até à relva ali perto.

 

 

 

Há 10 dias que estou ao sol, ao frio, à chuva, sempre sem comer.

Já não sou capaz de me mexer. A dor é insuportável! Sinto-me muito mal.

Estou num lugar húmido e até o meu pêlo está a cair...

 

 

Algumas pessoas passam e nem me vêem.

Outras dizem apenas "Não chegues perto!"

Já estou quase incosciente mas algo estranho me dá força para abrir os olhos.

A doçura da voz fez-me reagir: "Pobre cãozinho, olha como te deixaram..."

junto dela estava um senhor de bata branca.

Começou a tocar em mim, e por fim disse: "Sinto muito, senhora, mas já não

nada a fazer. È melhor que páre de sofrer."

 

 

A gentil senhora, com as lágrimas no rosto, concordou. Como pude,

mexi o rabo e olhei-a, agradecendo-lhe por me ajudar a descansar.

Senti apenas a picada da injecção e adormeci para sempre, a pensar em

 

 

 

Por que tive de NASCER se NINGUÉM me queria...

 

 

 

   AJUDE a abrir as consciências dos IGNORANTES e, assim, acabar com os maus tratos aos animais, nomeadamente com o problema dos gatos e cães de rua.

 

 

AFINAL, quem são "OS ANIMAIS"

 

 



publicado por boladesabao às 13:16
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